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30-07-2010


Prevenir é mais barato que remediar

Em termos financeiros, é dispendioso negligenciar doenças crônicas como o diabetes.



O combate ao avanço do diabetes passa por importantes mudanças nas políticas públicas globais. Está comprovado que a doença aumenta o risco de contrair tuberculose e de problemas na gravidez. Está também associada a vários fatores de risco e também socioeconômicos determinantes de uma saúde deficiente. O rápido crescimento dos casos de diabetes nos grupos pobres e marginalizados está contribuindo para o crescimento da disparidade entre e dentro dos países, colocando em risco todos os esforços empreendidos para a melhoria da saúde.

Em termos financeiros, é dispendioso negligenciar doenças crônicas como o diabetes. Os custos e as perdas com produtividade decorrentes das complicações enfraquecem e dificultam o crescimento econômico. "O custo para a prevenção é de US$ 3 por pessoa. Mas tratar as complicações é inúmeras vezes mais caro. A amputação de um dedo, por exemplo, não será menos de US$ 500", pondera Anil Kapur, diretor-geral da Fundação Mundial de Diabetes.

No Brasil, com a Lei 11.347, assinada em 27 dejulho de 2006 pelo presidente Lula, os pacientes com diabetes passaram a receber gratuitamente do Sistema Único de Saúde (SUS) os medicamentos necessários para o tratamento. Segundo o endocrinologista Saulo Cavalcanti, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes e do Departamento de Diabetes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, "o país deveria agora passar a investir mais na prevenção, já que o nível de pacientes com complicações ainda é muito alto. E para aqueles que já têm diabetes, fornecer também medicamentos para as doenças associadas, como hipertensão e dislipidemia (colesterol ou triglicérides elevados)."

Ainda segundo ele, a chave é incentivar a população a procurar o médico preventivamente. "O diabetes pode levar 10 anos para apresentar os primeiros sintomas. Aí, quando aparece, já comprometeu um ou mais órgãos", explica.

Massa corporal- Cirurgias para o controle do diabetes só são aceitas pelo Conselho Federal de Medicina para pacientes com índice de massa corporal (IMC) acima de 35. Astécnicas cirúrgicas criam um atalho para o alimento, que é desviado do duodeno e chega antes à parte final do intestino, alteram a secreção de alguns hormônios intestinais, como o GLP-1, cujo aumento estimula a produção de insulina, resultando na melhora ou até mesmo no controle do diabetes tipo 2. "Os procedimentos se mostraram mais efetivos para o controle da doença metabólica do que para a perda de peso", afirma Thomas Szegö, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.
Link: http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/07/27/diariorevista5_1.asp
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27/07/2010 -Diário de Pernambuco


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