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27-07-2010


Anticoncepcionais de hoje reduzem incidência de cancro nos ovários

A pílula anticoncepcional completou 50 anos e deixou de ser dor de cabeça.



26/07/2010 -Portal RCM Pharma

A pílula anticoncepcional completou 50 anos e, ao longo destas cinco décadas, deixou de ser uma dor de cabeça. Hoje, este fármaco revolucionário é até indicado para amenizar os sintomas da Tensão Pré-menstrual (TPM), além de diminuir o fluxo menstrual e cólicas. Além disso, melhora o cabelo e a pele, e diminui o risco de osteoporose. Hoje, um anticoncepcional tem uma dose hormonal dez vezes menor do que há 50 anos. Essa redução drástica diminuiu o risco de efeitos adversos e garantiu o posto de um dos medicamentos mais vendidos no país, avança o site brasileiro Terra.com.br.

"Há 50 anos, não se sabia qual era a dose necessária de hormonas para se bloquear a ovulação e, por isso, a dose era maior do que a necessária. E esse excesso provocava uma série de efeitos adversos como náuseas, dores de cabeça, trombose e outros problemas", lembra o ginecologista Rogério Bonassi, presidente da comissão de contracepção da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Cancro nos ovários e endométrio

O medo de que o produto novo, que prometia impedir a gravidez, provocasse cancro fez com que muitas mulheres evitassem e adiassem o uso do anticoncepcional. Hoje, sabe-se que o uso contínuo do fármaco reduz a incidência de cancro nos ovários e endométrio, segundo o Instituto Nacional de Cancro.

"Toda as vezes que a mulher ovula, tem uma pequena ruptura no ovário e isso, após muitos anos, pode aumentar o risco de cancro. O anticoncepcional impede a ovulação e reduz o risco", afirma Luiz Mathias, chefe do serviço de ginecologia do Inca II.

Segundo o médico, estudos indicam que o índice de cancro nos ovários entre freiras é maior do que na população geral porque elas não têm filhos nem usam anticoncepcionais.
Só com prescrição médica

Chrystina Barros, gerente do Programa de Saúde da Mulher do Rio, afirma que devido às diversas combinações e dosagens, deve usar-se a pílula prescrita pelo médico. "O anticoncepcional indicado para uma mulher não é o melhor para outra. Uma adolescente precisa de pílulas para regularizar o fluxo e uma mulher que amamenta precisa de outra que não deixa passar hormonas para o bebé, por exemplo."

Hoje, 72% das mulheres afirmam ouvir mais comentários positivos do que negativos em relação aos anticoncepcionais, diz um estudo da Ibope e da Febrasgo. O trabalho indica que a pílula pode melhorar a auto-estima e até o sexo. "A certeza da não gravidez aumenta a libido. Algumas pílulas mantêm a testosterona equilibrada, o que é bom para o sexo", diz Gerson Lopes, presidente da Comissão de Sexologia da Febrasgo.
Link: http://www.rcmpharma.com/news/9305/51/Anticoncepcionais-de-hoje-reduzem-incidencia-de-cancro-nos-ovarios.html


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